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Entrevista com fatiador e repositor da Pão Dourado

A história de quem nasceu para brilhar


Por Ana Carolina Tomé


O brasiliense João Victor, de 22 anos, é fatiador e repositor na unidade Pão Dourado da 302 Norte. Ele declara que a sensação de quando tudo dá certo no seu trabalho é uma sensação de prazer, por isso gosta do que faz. Com relação ao Dia do Orgulho LGBTQIA+, comemorado no dia 28 de junho, ele diz: “Eu acho uma data super importante, temos muitas coisas para nos orgulhar. Porém, acho que ainda temos uma longa caminhada até vencer o preconceito. A data pra mim é de muita representação e importância, mas não poderemos comemorar este ano por conta da pandemia.” 

 

Para ele, um bom profissional precisa ser responsável e pontual. Porém, sente que por ser um homem trans esse comprometimento precisa ser redobrado. “Uma vez fiz uma entrevista em outra empresa, na época eu só me apresentava como homossexual e pelo fato de eu ser gay o gerente disse que eram poucas as oportunidades pra mim, por isso quando eu conseguisse eu teria que trabalhar duas vezes mais. Hoje por ser transsexual eu ainda sinto isso, tenho sempre que me destacar, não só no meu trabalho, mas em tudo na vida. Tenho que me esforçar duas vezes mais do que o outro”. Conta. 

 

“De primeira eu não queria aparecer no Jornal da Pão, falo isso por conta da exposição. Mas, depois de um tempo, conversaram comigo e pensei bem. Vi que seria algo bom não só para mim, mas para rede e para as outras pessoas que ainda não têm coragem de assumir. Acho que as pessoas podem ver e pensar assim “se aquele cara transsexual conseguiu trabalhar nessa empresa, eu também consigo”. Diz João motivado. 

 

Infelizmente a intolerância e o preconceito ainda são fatores marcantes no Brasil. Por isso, o respeito e o amor ao próximo são fundamentais para viver em um ambiente de trabalho saudável. “No meu primeiro dia teve um comentário homofóbico de um padeiro que não está mais na rede. Eu senti que tinha voltado para o ensino fundamental. Mudei para outro turno e até hoje acho que algumas pessoas não sabem que eu sou transsexual. Até porque de cara ninguém acredita, as pessoas sempre falam “cadê me dá uma prova?” e assim, não preciso provar nada pra ninguém. Gosto da minha relação com o pessoal e eles me respeitam como quem sou.” Diz ele.

 

Quando perguntado se teve alguém que o ajudou com sua adaptação na Pão Dourado, João Victor menciona Ítalo, gerente da unidade. Ele diz, “O Ítalo foi quem me ajudou, principalmente quando por conta da minha documentação a minha vaga teve que ser aberta. Falei com ele sobre o caso e ele me deu um prazo até o outro dia para que eu pudesse resolver tudo. Consegui resolver e deu tudo certo. Eu acho que ele é uma inspiração, pois é mais novo que eu e cresceu bastante na empresa.”

 

Além disso, João deixa um recado para encorajar aquele colaborador que tem medo de se assumir por conta da sociedade:Eu acho que na nossa vida a gente vive muito pelo outro, e ninguém nunca vai agradar todo mundo. Quando você se ama você só pensa que vai fazer aquilo que te faz bem. Por isso, seja você mesmo, não adianta ficar preso na caixinha. Do contrário a vida vai passar e você não vai viver. Viver preso é ser infeliz.”

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